segunda-feira, 2 de junho de 2008

Números do Mercado.

Especialistas, com acesso a dados confidenciais sobre investimentos em mídia no Brasil, estão esperançosos de que o ano de 2007 tenha crescimento de pelo menos 10%. Angelo Franzão Neto, presidente do Grupo de Mídia de São Paulo, trabalha com essa medida. “O clássico é que o primeiro trimestre concentre 15%, o segundo 25%, o terceiro 20% e o último 40%. Porém, o último bimestre do ano deve absorver 25%. Minha expectativa é de um crescimento de 10%”, observou Franzão.

O volume de autorizações no ano passado foi de R$ 39,8 bilhões, segundo o Ibope Monitor, um crescimento de16% sobre 2005. A fonte do propmark contabiliza um volume de cerca de R$ 38 bilhões nos primeiros dez meses de 2007, sem os descontos praticados pelos veículos de comunicação que, em alguns casos, chegam a 80% do valor pre estabelecido nas tabelas. “O trimestreestá aquecido”, enfatizou Franzão. Pelos cálculos convencionais, a expectativa é de que o volume bruto ultrapasse os R$ 45 bilhões. “O setor está aquecidíssimo, mas o imobiliário está pegando fogo. Nossa expectativa na Eugenio é de um crescimento de 40%. O mercado como um todo pode superar as projeções iniciais”, diz Claudio Barres, diretor de mídia da Eugenio. O comércio e o varejo lideram as chamadas PIs (Pedidos de Inserção), com cerca de R$ 10 bilhões, no balanço de janeiro e outubro de 2007.

A seguir, mas com uma diferença abissal, vem o mercado financeiro e de seguros, com faturamento no período de R$ 3 bilhões. Os serviços ao consumidor, que poderiam estar embutidos na rubrica de varejo, movimenta mais de R$ 2,5 bilhões. O segmento automotivo, que inclui carros, peças e acessórios, investiu aproximadamente R$ 2,4 bilhões. O mercado imobiliário, que cada vez mais anuncia no meio TV, contabiliza, segundo a fonte do propmark, pelo menos R$ 2,2 bilhões. Seguindo a tendência, os fornecedores de materiais de construção e acabamento foram à mídia com recursos de R$ 132 milhões. As áreas de decoração e acessórios para o lar chegam perto dos R$ 100 milhões. As bebidas alcoólicas, cada vez mais na mira da Vigilância Sanitária, aplicaram R$ 1,2 bilhão em ações de mídia. A liderança entre as agências permanece com a Y&R, com mais de R$ 3,1 bilhões brutos. A JWT aparece em segundo com a metade do faturamento bruto da líder. A AlmapBBDO aparece em terceiro lugar com R$ 1,2 bilhão.O meio TV concentra cerca de R$ 19 milhões dos investimentos dos anunciantes. Os jornais vêm em seguida com R$ 11,7 bilhões, as revistas com R$ 3,6 bilhões, as TVs pagas com R$ 3,3 bilhões e o outdoor perto dos R$ 70 milhões.

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